Lula suspende dança de cadeiras no fundo de Furnas
Antônio Cruz/ABr
Subiu no telhado a bruxaria urdida para empurrar o fundo de pensão de Furnas no caldeirão em que ardem os intere$$es do PMDB.
O repórter Lauro Jardim informa que foi adiada a dança de cadeiras no fundo Real Grandeza, que estava marcada para as 14h desta quinta (26).
Lula levou o pé ao freio numa reunião com o ministro Edison Lobão (Minas e Energia). Deu-se na noite desta quarta de cinzas (25).
A protelação desarmou uma encrenca que começaria com uma greve geral do funcionalismo de Furnas e poderia terminar em apagão moral.
O exercício de um mandato e meio parece ter ensinado alguma coisa a Lula. A palavra Furnas faz rodar na memória do presidente um programa conhecido.
A estatal elétrica está na raiz do curto-circuito que resultou, em 2005, no incêndio do mensalão.
Sob FHC, Furnas era comandada por Dimas Toledo. Um personagem cuja fama era a de trazer no bolso pelo menos dois governadores e algo como 30 parlamentares.
Na virada do governo, o PT tomou-se de amores por Dimas. Manteve-o. A certa altura, Lula pediu a Roberto Jefferson (RJ), mandachuva do PTB, um nome para a vaga.
Na versão de Jefferson, José Dirceu, à época chefão da Casa Civil, torceu o nariz: “O Dimas já transferia dinheiro para o PT. Entregava dinheiro ao Delúbio Soares”.
Intriga daqui, conspira dali, Jefferson saiu-se com a entrevista-bomba à repórter Renata Lo Prete.
Se tiver um pingo de juízo, Lula ainda vai transformar o adiamento das mudanças no fundo de Furnas em cancelamento.
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