Vendas no varejo brasileiro voltam a crescer em janeiro, após três meses de queda - O Globo: "Vendas no varejo brasileiro voltam a crescer em janeiro, após três meses de queda
Bruno Villas Bôas - O GloboReuters/Brasil Online
RIO - As vendas no varejo brasileiro surpreenderam positivamente em janeiro, voltando a crescer após três meses de quedas, puxadas por uma maior demanda no setor automotivo e pelas liquidações após as vendas fracas no Natal. As vendas aumentaram 1,4% em janeiro sobre dezembro e 6% ante igual mês de 2008, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira.
Míriam Leitão: Liquidações puxaram vendas no comércio de janeiro.
A previsão de analistas consultados pela Reuters era de queda de 0,20% na comparação com o mês anterior e de alta de 3,9% sobre o mesmo período do ano passado.
O IBGE acrescentou que a receita nominal do comércio varejista (que não exclui a inflação) avançou 2,1% em janeiro sobre dezembro e 11,9% na comparação com igual mês do ano passado.
Venda de automóveis cresceu 11,1%
Em janeiro sobre dezembro, as vendas aumentaram em sete das dez atividades pesquisadas, com destaque para Veículos e motos, partes e peças, que subiu 11,1%.
Também tiveram performances positivas na comparação mensal os setores de Livros, jornais, revistas e papelaria (7,6% de alta); Móveis e eletrodomésticos (7,1%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,8%).
Entre os setores em queda, destacou-se Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação.
Na comparação com janeiro do ano passado, apenas um setor teve queda das vendas, o de Tecidos, vestuário e calçados. Entre as altas, destacaram-se Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Móveis e eletrodomésticos.
IBGE: é cedo para falar em recuperação no comércio
Apesar da reação das vendas do comércio varejista em janeiro, quando voltaram a crescer após três meses em queda, o economista da coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Reinaldo Pereira, afirmou que ainda é cedo para falar em recuperação do setor.
' Boa parte do resultado se deve à oferta de preços (liquidações) para redução dos estoques '
- O comércio ficou com estoque maior de produtos no início do ano por causa da crise. Existe, portanto, uma tendência maior de promoções e liquidações neste pós-Natal. Boa parte do resultado se deve à oferta de preços para redução dos estoques - disse Pereira.
Segundo Pereira, além de mais promoções e liquidações, contribuíram para o resultado de janeiro a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis, cortes na taxa básica de juros (Selic) e a nova tabela do Imposto de Renda (IR).
- Também houve reajustes de salários acima da inflação, o que contribuiu para o ganho de renda da população. Vamos agora aguardar novas medidas do governo, como o pacote habitacional, para ver como o comércio vai se comportar daqui para frente - acrescentou.
Lembre: Governo cria duas novas alíquotas no IR e reduz imposto.
O IBGE não faz projeções sobre o comportamento de seus índices, mas Pereira lembrou que pode haver novas encomendas do comércio para as indústrias caso esse aumento de vendas de janeiro"
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