sábado, 25 de abril de 2009

Cidade Biz - Economia, Marketing e Negócios - Farmácias e supermercados puxaram aumento do nível de emprego em SP em março

Cidade Biz - Economia, Marketing e Negócios - Farmácias e supermercados puxaram aumento do nível de emprego em SP em março: "armácias e supermercados puxaram aumento do nível de emprego em SP em março

Apesar do resultado, Fecomercio avalia que a queda da confiança ainda afeta o varejo

Redação

O crescimento das vendas nos setores de farmácias e perfumarias e de supermercados (alimentos e bebidas) contribuiu para a elevação do nível de emprego em março, segundo análise da Fecomercio-SP com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

O nível de emprego (diferença entre admitidos e demitidos) no comércio varejista de São Paulo apontou crescimento de 5,9% em comparação ao mesmo mês de 2008. Na comparação com fevereiro, houve uma ligeira queda de 0,1%, o que representa 963 empregos a menos no comércio varejista, número bem inferior ao registrado em março do ano passado, quando foram criados 4.026 novos empregos.

De acordo com a análise, embora a evolução das taxas ainda permaneça em patamares elevados e com resultados positivos, os reflexos da queda na confiança e a crise financeira continuam a afetar o mercado de emprego no setor mercantil, uma vez que passaram a sinalizar desaceleração desde setembro de 2008.

O segmento mais afetado desde outubro é o comércio automotivo, que sofreu desaceleração da taxa de crescimento de 13,3% em setembro de 2008 para apenas 2,1% em março de 2009, representando somente no primeiro trimestre 525 empregos a menos no setor.

Segundo Flávio Leite, economista da Fecomercio, como este segmento foi beneficiado com a redução do IPI na venda de veículos zero espera-se uma recuperação nas vendas e consequentemente no nível de emprego para os próximos meses.

Outro setor que sofreu desaceleração foi de lojas de departamentos, que passou de 10,3% em setembro para 2,2% em março, com 1.671 empregos a menos. Lojas de vestuário, tecidos e calçados também apontaram queda de -0,6% em março.

Ainda de acordo com a análise da Fecomercio, a taxa de admitidos foi menor do que demitidos em março, atingindo 4,3%, o que representa 35.246 novas contratações, enquanto a taxa de demitidos alcançou 4,4%, ou seja, 36.209 demissões somente em março. Com este resultado, a rotatividade ficou em 4,3%.

Os salários médios nominais do comércio varejista em março situaram-se na casa dos R$ 1.150.

Segundo Leite, os dados do nível de emprego do primeiro trimestre indicam que as empresas varejistas ainda continuam sujeitas a uma crise de confiança quanto ao rumo da economia em 2009. Principalmente ao baixo crescimento econômico esperado (PIB em torno 0,5% e 1%, queda na produção industrial e nas vendas) aliado às dificuldades de obtenção de crédito junto às instituições financeiras."

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