CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse nesta quinta-feira que a redução das taxas de juros cobradas em suas linhas de capital de giro, pré-embarque e empréstimo-ponte (antecipação de recursos antes da aprovação final) tem o objetivo de ampliar a competitividade do banco no mercado.
Segundo Coutinho, a queda da taxa básica de juros foi decisiva para que o BNDES optasse pela redução dos juros, já que 'o banco estava ficando para trás', disse.
'Felizmente, o Copom vem reduzindo a Selic. Não queremos tirar proveito do fato de que o custo de captação baixou. Por isso, estamos repassando logo para a economia', afirmou.
Mesmo reconhecendo que o papel do BNDES no capital de giro é pequeno em relação ao mercado, Coutinho disse esperar que a medida tenha reflexos também na diminuição dos 'spreads' cobrados pelos bancos.
O executivo explicou que quando o Tesouro autorizou R$ 100 bilhões para o BNDES no início do ano, foram priorizadas linhas voltadas para o investimento em infraestrutura e de inovação tecnológica. As demais linhas ficaram com taxas mais elevadas, que só foram reduzidas agora.
'O custo ficou concentrado principalmente na linha de capital de giro. Estamos focando reduzir agora nas linhas que sofreram mais antes', comentou.
As medidas deverão valer a partir de amanhã, quando deverá ser publicada no 'Diário Oficial da União'. Coutinho frisou que os empréstimos autorizados anteriormente não terão alterações nas condições. 'Essas condições só serão válidos para novos projetos'.
A linha destinada à concessão de empréstimo-ponte terá redução de juros de 12% ao ano para entre 7,25% e 8,25%, mais o 'spread' do BNDES e o de risco.
A taxa cobrada no PEC (Programa Especial de Crédito) cairá dos 14,5% básicos para 10,25%, mais os custos e remuneração básica.
As operações de pré-embarque, cujos custos financeiros oscilam entre 10,55% e 11,25% ao ano, terão taxa variando entre 8,55% e 9,05%, mais o 'spread' de risco."
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