sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cidade Biz- Crise ainda afeta o faturamento das micro e pequenas empresas paulistas



Expectativas de empresários mantêm-se em alta: 46% esperam aumento de receita para o 2º semestre

Redação

As micro e pequenas empresas paulistas registraram em abril uma queda de 9,9% no faturamento real em relação a abril de 2008. A crise financeira internacional continua afetando com mais intensidade as atividades cujas vendas são mais dependentes de financiamento (que vendem produtos de maior valor unitário), avalia o Sebrae-SP.

Por setores, Serviços foi o único a registrar variação positiva, com aumento de 0,8% no período, puxado principalmente por atividades com atendimento direto ao consumidor, como: lanchonetes, restaurantes, hotéis, cabeleireiros e lavanderias.

Já o setor industrial apresentou a maior retração no período (-19,2%), seguido pelo comércio (-11,2%). Na indústria, os segmentos mais afetados foram os de bens de consumo duráveis (máquinas e aparelhos elétricos) e bens de capital (máquinas e equipamentos).

Segundo Ricardo Tortorella, diretor-superintendente do Sebrae-SP, a crise internacional produz efeitos piores para as atividades que dependem de financiamento, caso da indústria e da exportação. “As atividades que dependem mais de renda do consumidor sentem menos os efeitos da crise como, por exemplo, os setores de comércio e o de serviços.

Esta deve ser a tendência para todo o ano de 2009”, explica.
Por regiões, as empresas do Grande ABC sofreram maior queda de faturamento na comparação de 12 meses, com -14,8%, seguida pela Região Metropolitana (-14%) e pelo Interior (-4,9%). Na capital paulista, a retração foi de 13,2%.

Em termos absolutos, as MPEs registram receita total de total de R$ 20,2 bilhões em abril, quando o faturamento médio por empresa foi de R$ 15.192,36. “Apesar da queda registrada na receita das MPEs, o resultado de abril ficou relativamente distante dos piores resultados após o início da crise internacional Os resultados mais fracos para as micro e pequenas empresas foram observados em janeiro e fevereiro de 2009”, diz Pedro João Gonçalves, economista do
Sebrae."

Nenhum comentário: