Álvaro diz que RN tem condições de exportar frutas para árabes
Fred Veras
“Há efetivas possibilidades de comercialização das frutas brasileiras para o mercado árabe. A importação de gêneros alimentícios cresce nos países árabes, que já consomem produtos tipicamente brasileiros”. A notícia foi dada na tarde de ontem pelo secretário geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (Arab Brazilian Chamber of Commerce), Michel Alaby, no encontro com empresários na sede do Sebrae, em Mossoró.
A apresentação é parte da programação da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit), quando Alaby apresentou as oportunidades de negócios no mercado árabe que consome frutas, como a maçã, laranja, goiaba, abacaxi, uva, limão, pêssego e manga.
Dentre as vantagens que abrem as portas do mercado árabe para os produtores brasileiros, destaca-se a diversidade de produtos da fruticultura nacional, entre eles, alguns como o guaraná, que é facilmente associado ao País. Outro ponto favorável é a rota diária aérea São Paulo/Dubai pela empresa de aviação Emirates, conferindo qualidade para o produto e maior tempo para o consumo das frutas.
Michel Alaby lembra também o gosto diferenciado do povo árabe para as frutas e sucos, mercado em expansão para o ramo das importações, que preferem misturar frutas como melão e melancia, e ainda, suco de laranja com cominho.
“Queremos levar o melão potiguar para apresentar no mercado árabe e intensificar as exportações. Temos clima e solo propício para produção da fruticultura em nosso Estado que confere qualidade e sabor para as nossas frutas. A intenção é abrir novos horizontes e manter portas abertas para ambos os mercados”, avalia o secretário do Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Francisco segundo de Paula.
Segundo dados da Euromonitor, os países árabes importam 16,12 milhões de dólares em frutas para atender a demanda de consumo interno. O Egito é um dos países que mais exportam frutas com 6,2 milhões de dólares, e logo depois, aparecem Marrocos (1,8 milhão de dólares) e Arábia Saudita (900 mil dólares). Entre as principais atividades econômicas em crescimento, destacam-se o petróleo, construção civil, transportes e o turismo.
Criar estratégia ajuda a superar crise financeira
“A diversificação do mercado consumidor e a criação de estratégias criativas de comercialização dos produtos junto ao mercado internacional são elementos que podem fazer a diferença e ajudar a fruticultura potiguar a superar os prejuízos causados pela crise financeira mundial e pelas perdas provocadas pelas enchentes deste ano”, disse ontem o assistente de direção do escritório comercial do Chile no Brasil (PROCHILE), Álvaro B. Camargo Júnior, na abertura do I Fórum Internacional da Fruticultura, promovido pelo Sebrae, dentro da programação da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit), em Mossoró.
A experiência de sucesso obtida pelo Chile, país que ganhou espaço entre os maiores exportadores de frutas do mundo, foi exposta na manhã de ontem a produtores, fornecedores de insumo, empresários e demais membros da cadeia produtiva do setor no Rio Grande do Norte, demais estados brasileiros e alguns países da América Latina, que participam este ano da Expofruit.
Para Álvaro Camargo, num momento como este, é preciso abrir novos caminhos e buscar novos parceiros. “O empresário não pode ficar parado. Tem de buscar resolver esse problema de modo criativo. A meu ver, o empresário tem de tentar ampliar seus contatos comerciais, prospectar novos mercados, participar ativamente de atividades promovidas pelos vários órgãos do setor, para encontrar uma saída, escoar sua produção, fazer negócios e exportar”, disse.
As palavras do representante chileno se ajustam muito bem aos planos dos fruticultores potiguares de estreitar uma relação com o mercado árabe, já nesta edição da Expofruit. (Jornal de fato)
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