sexta-feira, 5 de junho de 2009

Promotora do meio ambiente cobra mais saneamento básico em Natal


A poucos meses de comemorar 410 anos, Natal convive diariamente com três problemas ambientais que comprometem a saúde da cidade: falta de saneamento básico, contaminação das águas de abastecimento público por nitrato e invasão de áreas de proteção ambiental. Para a promotora do meio ambiente, Gilka da Mata, a poluição ambiental da cidade é continuada, 'principalmente nos aspectos relativos ao abastecimento de água, ao esgotamento sanitário e à drenagem e manejo das águas pluviais urbanas', e os malefícios para a população são cumulativos.

Para ela a contaminação da água de abastecimento público por nitrato é grave. 'A falta de sistema público de esgotamento sanitário tem causado uma poluição profusa no solo e no aquífero. A excessiva impermeabilização do solo, sem um planejamento baseado nos princípios sustentáveis de escoamento de águas pluviais, tem ensejado inundações em muitas localidades da cidade que se repetem em todo período chuvoso', destaca.

A invasão de áreas verdes e de proteção ambiental são outros problemas citados pela promotora. Além de elementos importantes na paisagem urbana, as áreas verdes são essenciais para melhoria dos fatores climáticos da cidade. 'As áreas de proteção ambiental precisam de uma atenção específica e sistemática para que não sejam dilapidadas', alerta.

Em uma breve análise, Gilka da Mata aponta investimentos na área do saneamento básico, planejamento, cumprimento do Plano Diretor de Natal à risca, observância da legislação ambiental e fortalecimento do órgão ambiental e urbanístico - 'que precisa atuar de forma ágil e eficiente na fiscalização e na aplicação de sanções aos poluidores' - como soluções para os problemas ambientais de Natal. 'A boa qualidade do meio ambiente é um direito de todos e um dever do poder público e de toda a coletividade', destaca.

Participação

Para garantir a saúde da cidade a população precisa contribuir realizando o controle social da política urbana, do meio ambiente e do saneamento básico. 'Existem várias formas de participação. Um excelente modo de começar é participando dos Planos Setoriais dos Bairros, que o município terá de iniciar para promover melhorias locais. O morador deverá indicar as carências do bairro e apontar as melhorias necessárias. O novo modelo de administração das cidades exige a participação popular', sugere.

Livro

A promotora aproveita o Dia Mundial do Meio Ambiente para lançar o livro Cidade Sustentável. Um dos objetivos da obra, segundo Gilka da Mata, é compartilhar conhecimentos que possibilitem aos moradores da cidade a participação ativa no novo modelo de gestão democrática e o exercício do controle social em temas que costumam ficar restritos às áreas técnicas como abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem e resíduos sólidos."

DN online

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