sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cidade Biz -Entre as cidades que sediarão a Copa, Belo Horizonte tem o melhor saneamento básico

Natal e Manaus apresentam as redes mais precárias, segundo pesquisa da FGV para o Instituto Trata Brasil

Redação

A Fundação Getulio Vargas apresentou hoje os resultados de pesquisa contratada pelo Instituto Trata Brasil sobre os impactos sociais relacionados a falta de saneamento nas 12 cidades brasileiras que serão sede dos jogos da Copa do Mundo, em 2014. A classificação das cidades, conforme o acesso à rede de esgoto:

• Belo Horizonte: 97,05%
• São Paulo: 88,52%
• Salvador: 87,77%
• Rio de Janeiro: 83,73%
• Brasília: 80,17%
• Curitiba: 79,37%
• Fortaleza: 54,62%
• Porto Alegre: 49,29%
• Recife: 47,12%
• Cuiabá: 41,21%
• Manaus: 34,98%
• Natal: 21,26%

Segundo Raul Pinho, presidente do Instituto Trata Brasil, o investimento para universalizar a rede de esgoto nas 12 cidades-sede da Copa de 2014 é de R$ 6,7 bilhões.

Segundo os resultados apresentados, que tem como base os dados da PNAD 2007/IBGE, o impacto na saúde devido a falta de saneamento mostra que, no item morbidade hospitalar (por mil habitantes), as capitais sede que mais apresentaram doenças infecciosas e parasitárias em crianças de 1 a 4 anos, em 2008, foram Fortaleza (18,95%), Recife (16,07%) e Manaus (16,03%).

As cidades que tiveram menor índice foram Rio de Janeiro (3,79%) e São Paulo (3,93%).

Para Marcelo Neri, pesquisador da FGV, o baixo investimento em saneamento reflete em menor qualidade de vida, maior índice de mortalidade e menor desenvolvimento físico e intelectual, como por exemplo, menor estatura e menor peso corpóreo.

Ainda segundo Marcelo Neri, o grande destaque entre as cidades brasileiras é Salvador. “A capital baiana mostrou, nos últimos anos, que com a conscientização da população e boa gestão política, é possível melhorar os índices de qualidade de vida por meio do investimento em saneamento básico”.

A evolução da cidade, em particular entre 1998 e 2002, foi a mais significativa no acesso ao saneamento. Neri aproveitou para ressaltar que ainda há tempo para todas as cidades melhorarem seus índices de serviço de rede de esgoto. Já a cidade do Rio de Janeiro foi uma das que menos evoluíram nos últimos anos.

Para o professor, a estagnação da capital fluminense permitiu que outras cidades se destacassem mais. “O Programa Baía Azul, em Salvador, dobrou o acesso a saneamento básico desde a Copa de 1998, enquanto o Rio de Janeiro, com o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara ficou estagnado até 2006, em torno dos 70,7%. No último ano, a cidade recuperou parte do atraso criado nos últimos anos, chegando a 84,2%, mostrando que o desafio para a Copa de 2014 é viável".

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