quarta-feira, 8 de julho de 2009

Jornalistas debatem Amazônia, eleições, crime organizado e orçamento público em São Paulo

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) inicia amanhã o 4º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que já recebeu 550 inscrições de profissionais e estudantes. Fundamentos da reportagem, segurança pública, eleições e gastos públicos são as áreas de maior procura até agora. A quarta edição do congresso é organizada pela Abraji em parceria com a Universidade Anhembi Morumbi, e será realizado entre os dias 9 e 11 de julho, em São Paulo.

O evento é dividido em palestras e workshops simultâneos, baseados em dois eixos temáticos principais: coberturas sobre Amazônia e sobre crime organizado. Além disso, a programação contará com palestras técnicas de reportagem com auxílio do computador (RAC), eleições presidenciais de 2010, crise econômica, Copa do Mundo, dentre outros assuntos.

Entre os mais de 60 palestrantes estão alguns experientes e premiados jornalistas brasileiros como Paulo Totti (Valor Econômico), Eduardo Faustini (TV Globo), Lourival Sant´Anna (Estado de S. Paulo), Matinas Suzuki (coordenador da coleção Jornalismo Literário da Cia das Letras), Eliane Brum (Época), Bob Fernandes (Terra Magazine), Elvira Lobato (Folha de S. Paulo) e Lúcio Flávio Pinto (Jornal Pessoal).

A programação também conta com palestras dos membros da diretoria da Abraji Angelina Nunes (O Globo), Fernando Rodrigues (Folha de S. Paulo), Marcelo Beraba (Estado de S. Paulo), Fernando Molica (O Dia), Adriana Carranca (Estado de S. Paulo), Claudio Tognolli (Consultor Jurídico/USP), Liège Albuquerque (Estado de S. Paulo), Ivana Moreira (Estado de S. Paulo) e do coordenador de cursos e projetos, José Roberto de Toledo.

Entre os palestrantes internacionais, o repórter Kirk Semple, do jornal The New York Times, que falará sobre crime organizado no Oriente Médio e na América Latina. Semple e Gabriel Michi, presidente do Foro de Periodismo Argentino (Fopea), estarão na mesa “Investigando crime organizado e insurgências no Iraque, Afeganistão, Colômbia, EUA e Argentina”.

O evento contará ainda com outras participações, como a de Rosental Calmon Alves, do Centro Knight para Jornalismo nas Américas, que apresentará “As ameaças e oportunidades para o jornalismo investigativo na era digital”. Maria Teresa Ronderos (Semana/Colômbia) e Ana Arana (Knight International Journalism Fellowship/México) apresentarão “os riscos de cobrir o crime organizado: experiências no México e na Colômbia”.

O Contas Abertas foi convidado pelo quarto ano consecutivo para realizar oficina com o tema 'Investigando os Gastos Públicos', que já conta com 53 inscrição deestudantes e profissionais, de dez estados da federação. Dentre outros assuntos, será abordado o orçamento como um campo rico de informações para a apuração jornalística. No Brasil, o acompanhamento dos recursos públicos é feito, principalmente, por meio do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) da Secretaria do Tesouro Nacional. Embora o Siafi não seja aberto à sociedade, mas restrito a integrantes do Legislativo, Ministério Público e Controladoria-Geral da União, é possível acompanhar a execução do Orçamento Geral da União por meio de sites cuja base primária de dados é o sistema governamental. Neste sentido, a ONG, em parceria com José Roberto de Toledo, da Abraji, irá apresentar algumas dessas ferramentas indispensáveis na investigação dos gastos públicos.

Milton Júnior
Do Contas Abertas"

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