terça-feira, 7 de julho de 2009

Preços da cesta básica sobem em 12 capitais pesquisadas pelo Dieese


Maior alta foi em Aracaju, mas Porto Alegre tem a cesta mais cara. Salário mínimo ideal é de R$ 2.046

Redação

Em junho, os preços da cesta básica subiram moderadamente em 12 das 17 capitais onde o Dieese realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica.

As maiores altas aconteceram em Aracaju, Fortaleza, Florianópolis e Curitiba. Os recuos foram registrados em Brasília, João Pessoa, Recife, Rio de Janeiro e Natal.

Porto Alegre manteve o posto de capital com a cesta mais cara. A mais barata continua sendo a de Aracaju, apesar da alta de junho.

Os preços em cada capital pesquisada, em junho, da mais barata para a mais cara (entre parênteses estão os percentuais de variação, em relação a maio):

• Aracaju: R$ 176,35 (4,47%)
• João Pessoa: R$ 187,30 (-0,90%)
• Fortaleza: R$ 188,67 (1,80%)
• Recife: R$ 190,93 (-0,45%)
• Salvador: R$ 199,01 (0,19%)
• Natal: R$ 200,91 (-0,12%)
• Belém: R$ 201,60 (0,35%)
• Goiânia: R$ 212,82 (0,07%)
• Curitiba: R$ 213,52 (1,04%)
• Manaus: R$ 213,82 (0,07%)
• Brasília: R$ 216,29 (-2,28%)
• Florianópolis: R$ 217,46 (1,53%)
• Belo Horizonte: R$ 218,18 (0,97%)
• Rio de Janeiro: R$ 220,20 (-0,37%)
• Vitória: R$ 227,30 (0,82%)
• São Paulo: R$ 228,10 (0,33%)
• Porto Alegre: R$ 243,66 (0,09%)

Em junho, na média das 17 capitais, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 98h58min para adquirir a cesta básica.

Com base no custo mais alto apurado para a cesta, em Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria ser suficiente para cobrir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser, em junho, de R$ 2.046,99, ou 4,4 vezes o mínimo de R$ 465 (reajustado em 1º de fevereiro).

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