Os brasileiros que são contrários à realização da Copa do Mundo de Futebol no país em 2014 têm essa postura porque há uma expectativa de que vai haver corrupção no planejamento e na execução do evento. Esta é a opinião do jornalista esportivo Paulo Vinícius Coelho, da ESPN Brasil. “As pessoas que são contra a Copa no Brasil pensam assim por haver uma expectativa de que vai haver desvios de recursos em alguma fase do planejamento e execução do evento. Todas elas sabem da importância e benefícios que a Copa podem trazer ao país, mas a possibilidade de ocorrer corrupção faz com que a postura seja contrária ao evento”, afirmou. 
O jornalista fez o comentário agora há pouco no IV Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo. Segundo o jornalista, especializado em cobertura de futebol, os brasileiros se preocupam porque acreditam que alguma autoridade esportiva “vai encher de dinheiro o bolso dele” com a Copa do Mundo no Brasil. “Nos próximos cinco anos, a preocupação e o desafio do jornalismo brasileiro tem de ser com a apuração de fatos que provem que há ou não corrupção em projetos e obras relacionados à Copa. Nove dos 12 estádios serão de responsabilidade de municípios e estados. Esses são bons locais para se apurar se vai haver desvio de recursos”, explicou.
Ele também falou sobre um possível favorecimento político que pode ter ocorrido em relação à escolha da cidade de Cuiabá, em Mato Grosso, para sediar a Copa em 2014. Na ocasião, Cuiabá e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, disputavam uma vaga para representar o Pantanal. “Os oficiais da Fifa que vistoriavam as candidatas à cidade-sede espalhadas pelo país saíram de Brasília de avião rumo a Campo Grande e passaram menos de três horas naquela cidade. Depois, viajaram para Cuiabá e passaram a tarde toda e dormiram na capital mato-grossense. Podem ter ocorrido costuras políticas entre autoridades de Mato Grosso no sentido de privilegiar o estado”, supôs.
Em relação ao futebol brasileiro, Paulo Vinícius Coelho acredita que a situação hoje é ruim por incompetência e corrupção. “Os dois fatores são divididos de forma semelhante. E ainda há dificuldade de gestão nos clubes como, por exemplo, manter um bom jogador no país. Para manter o Nilmar no Internacional, por exemplo, tem que se pagar R$ 400 mil. Lá na Itália, um time mediano como o Parma, interessado na compra do jogador, pode pagar três vezes sem fazer muito esforço como um time brasileiro faz pagando esse salário”, comentou.
Ele citou o Botafogo como um bom exemplo de gestão em um clube brasileiro na última década. “O time foi bem administrado nos últimos sete anos. Houve algumas trapalhadas do Bebeto de Freitas, mas acho que não houve, por exemplo, corrupção durante esse período. Não dá, por exemplo, para tentar copiar modelos de futebol como o italiano – times brasileiros fazem isso –, que é um dos mais corrupto do mundo”, disse.
Leandro Kleber
Do Contas Abertas
O jornalista fez o comentário agora há pouco no IV Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo. Segundo o jornalista, especializado em cobertura de futebol, os brasileiros se preocupam porque acreditam que alguma autoridade esportiva “vai encher de dinheiro o bolso dele” com a Copa do Mundo no Brasil. “Nos próximos cinco anos, a preocupação e o desafio do jornalismo brasileiro tem de ser com a apuração de fatos que provem que há ou não corrupção em projetos e obras relacionados à Copa. Nove dos 12 estádios serão de responsabilidade de municípios e estados. Esses são bons locais para se apurar se vai haver desvio de recursos”, explicou.
Ele também falou sobre um possível favorecimento político que pode ter ocorrido em relação à escolha da cidade de Cuiabá, em Mato Grosso, para sediar a Copa em 2014. Na ocasião, Cuiabá e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, disputavam uma vaga para representar o Pantanal. “Os oficiais da Fifa que vistoriavam as candidatas à cidade-sede espalhadas pelo país saíram de Brasília de avião rumo a Campo Grande e passaram menos de três horas naquela cidade. Depois, viajaram para Cuiabá e passaram a tarde toda e dormiram na capital mato-grossense. Podem ter ocorrido costuras políticas entre autoridades de Mato Grosso no sentido de privilegiar o estado”, supôs.
Em relação ao futebol brasileiro, Paulo Vinícius Coelho acredita que a situação hoje é ruim por incompetência e corrupção. “Os dois fatores são divididos de forma semelhante. E ainda há dificuldade de gestão nos clubes como, por exemplo, manter um bom jogador no país. Para manter o Nilmar no Internacional, por exemplo, tem que se pagar R$ 400 mil. Lá na Itália, um time mediano como o Parma, interessado na compra do jogador, pode pagar três vezes sem fazer muito esforço como um time brasileiro faz pagando esse salário”, comentou.
Ele citou o Botafogo como um bom exemplo de gestão em um clube brasileiro na última década. “O time foi bem administrado nos últimos sete anos. Houve algumas trapalhadas do Bebeto de Freitas, mas acho que não houve, por exemplo, corrupção durante esse período. Não dá, por exemplo, para tentar copiar modelos de futebol como o italiano – times brasileiros fazem isso –, que é um dos mais corrupto do mundo”, disse.
Leandro Kleber
Do Contas Abertas
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