sábado, 21 de novembro de 2009

Cidade Biz - Unicef lança edição especial do relatório 'A Situação Mundial da Infância'

Entidade celebra o 20ª aniversário da Convenção dos Direitos da Criança, aprovada na ONU em 1989


Redação

Na véspera de completar 20 anos de adoção da Convenção dos Direitos da Criança (aperovada pela ONU em 1989), o Iubnicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) lançou nesta quinta-feira uma edição especial do mais importante relatório que analisa os progressos alcançados nas últimas duas décadas.

O 'Estado das Crianças do Mundo' revela quais passos têm sido dados, por exemplo, para ajudar a proteger crianças que servem como soldados ou são levadas à prostituição e ao trabalho doméstico.

De acordo com o documento, o número de mortes de menores de cinco anos de idade caiu de 12,5 milhões em 1990 para quase 9 milhões em 2008, uma queda de cerca de 30%.

A redução na mortalidade infantil é o resultado mais importante, segundo a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier. Ela disse à Rádio ONU, de Brasília, que os resultados são muito animadores, principalmente em relação às crianças brasileiras.

'No geral posso dizer que o Brasil apresenta a mesma situação que estou tentando sublinhar a nível global, uma tendência positiva, no caso do Brasil muito positiva, e até muito mais positiva do que em muitos outros países mas continuando com o desafio de reduzir a desigualdade, de utilizar esse know-how, de fazer acontecer para muitas crianças'.

Marie-Pierre afirmou que o Brasil está entre os 25 países que mais conseguiram reduzir a mortalidade infantil no mundo.

Outros dados positivos do relatório mostram que, em algumas nações é cada vez maior a idade das crianças que estão se casando, que o número de meninas submetidas à mutilação genital vem caindo gradualmente e que, em todo o mundo, cerca de 84% das crianças em idade escolar estão nas salas de aula.

Mas o documento aponta que os direitos das crianças ainda estão longe de ser garantidos, citando mortes por causas que poderiam ser evitadas como pneumonia e malária, a falta de proteção contra violência, abuso, exploração, discriminação e negligência e, principalmente, os direitos das meninas.

Um exemplo é o predomínio do vírus HIV em jovens mulheres do sul e do leste da África, três vezes maior do que nos homens.

Veja aqui o relatório 'Situação Mundial da Infância Edição Especial'."

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