quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Cidade Biz - Economia, Marketing e Negócios - Cesta básica fica mais cara em 14 capitais pesquisadas pelo Dieese

Cesta básica fica mais cara em 14 capitais pesquisadas pelo Dieese

Maiores altas foram em Fortaleza e Goiânia, mas Porto Alegre tem a cesta mais salgada

02.12.2009 - 11:15

Redação

Em novembro, os preços da cesta básica subiram em 14 das 17 capitais onde o Dieese realiza todos os meses a Pesquisa Nacional da Cesta Básica.

Os principais avanços foram registrados em Fortaleza, Goiânia e Natal. As quedas ocorreram em Brasília, Recife e Aracaju.

Apesar da alta no custo dos gêneros essenciais em novembro, 14 cidades continuam apresentando variação negativa no acumulado de janeiro ao 11º mês do ano. As retrações mais expressivas foram apuradas em Aracaju, João Pessoa e Natal. As únicas altas foram Salvador, Belém e Vitória.

Porto Alegre manteve o posto de capital com a cesta mais cara (R$ 20 acima de São Paulo, vice-líder da carestia). A mais barata continua sendo a de Aracaju.

Os preços em cada capital pesquisada, em novembro, da mais barata para a mais cara (Os percentuais entre parênteses indicam a variação acumulada em 2009):

Aracaju: R$ 167,87 (-13,15%)
• João Pessoa: R$ 175,62 (-12,43%)
• Recife: R$ 175,91 (-4,19%)
• Fortaleza: R$ 182,16 (-7,68%)
Natal: R$ 189,73 (-10,84%)
• Salvador: R$ 200,45 (3,83%)
• Belém: R$ 203,56 (2,27%)
• Goiânia: R$ 205,95 (-1,66%)
• Brasília: R$ 216,22 (-8,44%)
• Manaus: R$ 218,99 (-3,03%)
• Curitiba: R$ 222,67 (-2,93%)
• Belo Horizonte: R$ 225,33 (-2,14%)
• Rio de Janeiro: R$ 226,97 (-5,34%)
• Florianópolis: R$ 227,00 (-5,03%)
• Vitória: R$ 227,81 (0,12%)
• São Paulo: R$ 234,99 (-1,88%)
• Porto Alegre: R$ 254,62 (-0,09%)

Em novembro, na média das 17 capitais, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 98h58min para adquirir a cesta básica, mais que em outubro (97h27min).

Com base no custo mais alto apurado para a cesta, em Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria ser suficiente para cobrir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser, em setembro, de R$ 2.139,06, ou 4,6 vezes o mínimo de R$ 465.

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