Principal preocupação é com obras de infraestrutura para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016
Redação
Empresários da indústria de transformação paulista e representantes do governo federal se uniram hoje numa ofensiva contra o que avaliam ser um obstáculo ao plano de modernizar o país, visando à preparação para recepcionar as delegações estrangeiras e o público durante a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016: o excesso de burocracia.
As queixas sobre a demora em se aprovar um projeto de infraestrutura e as dificuldades em torno dos trâmites legais foram feitas durante a 8ª edição da Construbusiness, realizada na sede da Fiesp, em São Paulo.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, manifestou-se preocupado com o cronograma das obras, fazendo uma associação do quadro com uma partida de xadrez. "Temos um desafio importante, uma situação de xeque-mate para testar a infraestrutura". A referência do ministro foi aos empecilhos no curto espaço que o país tem para realizar a série de obras de infraestrutura. Ele citou em especial a área do transporte, observando que os aeroportos de Cumbica, Viracopos e Congonhas, em São Paulo, “estão operando no limite de sua capacidade”.
Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, informou que o governo estuda uma forma de reduzir a burocracia, o que exigiria o envio de projeto para o Congresso. No entanto, ele aventou a possibilidade de algumas mudanças serem realizadas por meio de medidas provisórias, mas não detalhou como isso seria feito e nem onde ocorriam as alterações.
Os dirigentes da Fiesp também criticaram o modelo existente hoje para se aprovar um projeto na área da construção civil. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, observou que o país não pode deixar de aproveitar o momento para investir, projetando um crescimento no ano que vem de 6% no Produto Interno Bruto.
Para exemplificar, o vice-presidente da Fiesp, José Carlos de Oliveira, citou que para se construir uma rodovia leva-se, no mínimo, cinco anos para se obter a aprovação de uma planta. Segundo ele, para dar início a um plano habitacional por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida é necessário "vencer 34 passos".
Com Agência Brasil/Cidade Biz
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