O Plano Diretor de Natal vai ser revisado ainda este semestre e, entre as modificações a serem propostas pelo Poder Executivo, está a alteração das regras para construir na área de Ponta Negra onde, hoje, se concentra a polêmica em torno de quatro espigões com até 19 andares. A informação é da prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV).
Joana Lima
Entre as propostas do Poder Executivo está a alteração das regras para construir na área de Ponta Negra, onde se concentra a polêmica em torno dos espigões com até 19 andares
Durante entrevista à imprensa, após ler a mensagem anual na Câmara Municipal de Natal (CMN), ontem, a prefeita afirmou que “esta será a oportunidade de se sanar os impasses ambientais em áreas como a dos espigões”. Micarla também tratou de justificar que o decreto autorizando a revisão das licenças para as obras próximas ao Morro do Careca partiu do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT). “Estão querendo dar um teor político a essa questão, mas nós não tivemos nenhuma participação nisso. Quem autorizou (a revisão das licenças) foi o Complan por meio de decreto do ex-prefeito”, disse. Apesar da insistência dos repórteres, Micarla de Sousa se esquivou de declarar qual a opinião pessoal que tem sobre o assunto, mas disse que pretende arbitrar o impasse. Sobre a revisão do Plano Diretor, também não informou sobre as audiências públicas e os debates participativos que devem ser realizados na fase anterior ao encaminhamento do projeto de revisão do PDN à Câmara Municipal. Na gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo as discussões duraram meses e o Ministério Público já externou preocupação com a ideia da revisão (leia texto nesta página). O líder da prefeita na CMN, vereador Enildo Alves (PSB), informou que o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo da Prefeitura de Natal, Kalazans Bezerra, já prepara algumas modificações ao PDN e o projeto deverá ser enviado, por meio de mensagem ao Legislativo municipal, ainda este semestre. A expectativa, declarou Enildo, é de que a prefeitura encaminhe a proposta até abril. Até lá, o Executivo dispõe de três meses para debater as possíveis mudanças no PDN com a sociedade. O projeto, a ser encaminhado esse semestre pela Prefeitura de Natal à Câmara vai necessitar de pelo menos 14 votos para aprovação. ....... Click no tiutulo para continuar lendo
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