Tribuna do Norte | Complexo Industrial está no gatilho
Renata Moura Repórter de economia
No ano passado, enquanto o mundo e o Rio Grande do Norte sentiam os efeitos da recessão e da desaceleração de investimentos, um empresário mineiro, de 36 anos, apostava suas fichas num complexo industrial de R$ 1,2 bilhão e chance de o Rio Grande do Norte ligar as máquinas da Alcanorte, fábrica de barrilha instalada há mais de três décadas em Macau, mas até hoje inativa. O projeto, que prevê a produção não só desse produto, mas também de tinta, cimento, energia e beneficiamento de calcário, considerados prioritários num primeiro momento, despertou o interesse de potenciais parceiros, mas esbarrou numa disputa judicial pelo controle da fábrica de barrilha - uma de suas ramificações. “O impasse atrasou nossos planos. Mas estamos no ponto de começar. Já tenho o corpo técnico todo preparado para dar início à montagem, às instalações. Basta essa questão ser resolvida”, diz Tersandro Milagres, empresário que está à frente da Techno-Par, holding de participação criada no Rio Grande do Norte para gestão dos projetos.
Fazendo jus à fama de comer quietinho dos mineiros, ele esboçou o “Complexo Industrial de Macau”, como batizou o empreendimento, encontrou parceiros com interesse em cada área de produção, deu início ao processo de licenciamento e apresentou, sem holofotes, os detalhes das negociações ao governo do estado. “Não começamos a montagem no ano passado por conta das disputas jurídicas. Tenho cinco empresas grandes, com contratos de intenção de investimento firmados, mas que não querem se expor no meio dessa confusão toda”, comentou o empresário, em entrevista exclusiva à Tribuna do Norte, em que apresentou pela primeira vez os detalhes e o cronograma do investimento.
O projeto foi dividido em três etapas e, em linhas gerais, tem
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