Saneamento mínimo
Menos da metade da população tem acesso à rede de coleta de esgotos, o que evidencia grave situação de atraso social a ser superada
Saneamento básico -ou seja, água tratada e esgotos- é uma das áreas da infraestrutura em que se avança a passos lentos no Brasil. O atraso é grave, pois a prestação desses serviços tem grande impacto na melhoria da qualidade de vida e da saúde da população. As cifras variam conforme a fonte, mas convergem para compor um retrato deprimente. Menos de metade da população tem acesso à rede de coleta de esgotos -e apenas um terço destes passa por tratamento adequado em estações purificadoras.No que se refere à água encanada, a situação é melhor. Cerca de 90% dos domicílios estão ligados à rede de distribuição. Persiste, contudo, um exagerado índice de desperdício: 37% da água se esvai por causa da deterioração da rede. No Nordeste, região em que predominam áreas semiáridas, as perdas são de 45%.
Nos primeiros seis anos do atual governo (2003-2008), segundo o Sistema Nacional de Informações de Saneamento, o atendimento da população com água progrediu 1,4% e as perdas recuaram 5,6%. No mesmo período, a cobertura da rede de esgotos avançou 12% -e o tratamento, 19%.
O investimento em saneamento tem sido insuficiente. Um governo com mais atenção para esses indicadores de desenvolvimento social adotaria políticas e metas mais ambiciosas. .........
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