sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cesta básica fica mais cara em 16 entre 17 capitais do país,

Cesta básica fica mais cara em 16 entre 17 capitais do país, diz Dieese: "Cesta básica fica mais cara em 16 entre 17 capitais do país, diz Dieese


 
Preços variam de R$ 172, em Aracaju, a R$ 253 em São Paulo. Na média, quem ganha salário precisou trabalhar 94 horas para adquirir os produtos essenciais 


  
 
Entre as 17 capitais brasileiras onde o Dieese realiza todos os meses a Pesquisa Nacional da Cesta Básica , 16 registraram alta de preços em outubro, na segunda aceleração mensal seguida.

As principais acelerações ocorreram em Curitiba, Goiânia e Belo Horizonte. A única capital onde a cesta básica anotou queda nos preços foi Aracaju.

Com os resultados de outubro, a capital sergipana manteve o posto de localidade com a cesta mais barata do país. Na outra ponta, São Paulo tirou de Porto Alegre o  título de "campeã" entre as capitais com as cestas mais caras. A diferença entre as duas impressiona: R$ 81,75.

Os preços da cesta em cada capital pesquisada, em outubro, da mais barata para a mais cara (os percentuais entre parênteses indicam as variações em relação a setembro):


Cidade
Valor
Variou
Aracaju
João Pessoa
Fortaleza
Recife
Natal
Salvador
Belém
Brasília
Manaus
Belo Horizonte
Goiânia
Rio de Janeiro Florianópolis
Vitória
Curitiba
Porto Alegre
São Paulo
R$ 172,40
R$ 186,34
R$ 193,38
R$ 195,64
R$ 200,97
R$ 205,18
R$ 219,57
R$ 224,24
R$ 229,28
R$ 229,64
R$ 229,93
R$ 230,13
R$ 230,85
R$ 231,26
R$ 231,96
R$ 247,21
R$ 253,79
-0,67%
2,82%
4,46%
1,79%
4,09%
2,71%
3,91%
3,82%
0,23%
5,50%
5,64%
4,82%
3,18%
2,62%
5,78%
1,43%
5,27%

Em outubro, na média das 17 capitais, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 94h11min para adquirir a cesta básica, mais que em setembro (91h04min).

Com base no custo mais alto apurado para a cesta, em São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser, em agosto, de R$ 2.085,89, ou 4,49 vezes o mínimo de R$ 510.

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