Meio ambiente versus burocracia | Brasil Econômico: "Três anos depois da licitação para a construção de Santo Antônio, as polêmicas em torno da questão ambiental da usina hidrelétrica ainda não terminaram. Furnas e Odebrecht, líderes do consórcio Santo Antônio Energia, só agora conseguiram definir o que fazer com a madeira de 7,4 mil hectares de mata derrubada.
No entanto, ainda precisam de autorização do Ibama para colocar no chão mais 7 mil hectares de floresta.
Ao mesmo tempo, novas pendências ambientais paralisam também a construção de Belo Monte, por irregularidades na instalação do canteiro de obras.
Ninguém questiona a validade e a importância da preservação do meio ambiente, mas sim a burocracia.
Três anos é prazo mais do que suficiente para esclarecer e pedir adequações a qualquer projeto, mesmo o de uma grande hidrelétrica.
Nada justifica que pareceres técnicos ou qualquer outra dúvida que apareça durante a construção não sejam rapidamente resolvidos pelos órgãos responsáveis.
São milhares de empregos e bilhões de reais em jogo. Mais do que isso, são milhares de projetos em risco.
Sem as grandes hidrelétricas, como o país produzirá a energia na quantidade necessária para abastecê-lo? Basta lembrar que, em três anos em meio, seremos sede da Copa do Mundo de Futebol. Não há mais margens para atrasos.
Fica a lição para as próximas usinas que as grandes empreiteiras tentam tirar do papel, como as de Guajará-Mirim e Guayaramerin, previstas no projeto original do Rio Madeira e depois abandonadas.
Os dois empreendimentos seriam uma opção para viabilizar uma saída do país para o Pacífico. Se forem realmente úteis ao Brasil, que entrem na pauta de discussão e se tornem realidade.
Mas que todas as questões ambientais e regulatórias fiquem claras antes do início da obra, assim como os meios para resolver qualquer conflito de interesse que surja durante a construção.
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