sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tribuna do Norte | Briquete é alternativa para ceramistas

Tribuna do Norte | Briquete é alternativa para ceramistas

osé de Paiva - Repórter do Jornal de Fato

Vale do Açu - Reduzir os impactos ambientais causados pelo setor cerâmico do Estado é um dos pensamentos comuns entre empresários, associações e sindicato. Não é à toa que o tema está sempre em voga. O setor cerâmico foi, durante muito tempo, um dos maiores predadores dos recursos naturais. Usando a lenha como principal matriz energética, o setor tornou-se um dos responsáveis pela devastação da caatinga, provocando seqüelas, muitas vezes, irreversíveis para o meio ambiente.

jotta paivaLenha fabricada a partir de biomassas pode mudar a matriz energética das principais indústrias do Vale do AçuLenha fabricada a partir de biomassas pode mudar a matriz energética das principais indústrias do Vale do Açu
Nos últimos cinco anos, muitas opções vêm sendo apresentadas para reduzir esses impactos. O reflorestamento de áreas, o manejo florestal e a utilização de fontes energéticas alternativas como a casca do coco, da castanha ou a poda do cajueiro, são algumas das saídas para diminuir os desmatamentos.

Recentemente, foi anunciada a construção de uma fábrica de briquetes - lenha fabricada a partir de biomassas - para o Vale do Açu. O projeto Caatinga Viva, aprovado na seleção pública 2010 do Programa Petrobras Ambiental e desenvolvido pela ONG Carnaúba Viva, pretende, com a usina, fabricar mais de quatro mil toneladas do produto no Rio Grande do Norte.

O projeto tem o objetivo de mudar a matriz energética das principais indústrias do Vale do Açu, atendendo não só as cerâmicas, mas as padarias, queijarias e demais empresas que precisem da lenha.

De acordo com a Petrobras, as técnicas rudimentares de extração da madeira, aliadas ao crescimento da economia, estão intensificando o ritmo da devastação de um dos biomas mais raros do mundo: a caatinga, que só existe no semiárido nordestino e que, no Rio Grande do Norte, ocupa 48.700km² do seu território.

A capacidade fabril da usina de briquetes equivaleria a aproximadamente 400 mil metros cúbicos de lenha, o que corresponde à exploração equivalente de 400 hectares por ano da caatinga e representa a conservação de uma área correspondente a mais de seis mil hectares do bioma no período.

A biomassa que será fornecida para a biofábrica será produzida por grupos organizados de agricultores e extrativistas (carnaubeiros) locais. Está previsto o plantio de 60 hectares de capim-elefante, 100 hectares de replantio do bioma caatinga e a participação dos resíduos oriundos da palha de carnaúba extraída pelos carnaubeiros. Os resultados destas ações podem e devem ser replicados em várias regiões do semiárido nordestino que apresentam as mesmas características e problemas enfrentados na área de atuação do projeto.

Entre os principais resultados esperados pelo projeto estão a substituição de praticamente 100% da lenha utilizada na indústria ceramista da região e uma diminuição significativa da pr

para continuar lendo click no link

Nenhum comentário: