quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Custo do metro quadrado na construção civil varia 0,14% em agosto, menor índice mensal desde 1998

Custo do metro quadrado na construção civil varia 0,14% em agosto, menor índice mensal desde 1998

Mão de obra teve deflação de 0,04% no mês; Rio Grande do Norte é o local mais barato para se construir, e Rio de Janeiro é o mais caro

6/9/2011 - 09:34 - Redação

O Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo IBGE em convênio com a Caixa Econômica Federal, registrou variação de 0,14% em agosto, bem abaixo da taxa de 0,55% em julho. Em agosto de 2010 o índice foi de 0,31%. A taxa de 0,14% é a menor desde junho de 1998 (0,11%).

Desde janeiro, os cálculos do IBGE para compor o índice nacional seguem nova estrutura de ponderação. A variável ponderadora passa a ser a variação no número de domicílios urbanos com banheiro de cada unidade da federação. “A quantidade de domicílios constitui-se em variável adequada por refletir a realidade da dinâmica do setor habitacional do país”, afirma o instituto.

As variações mensais em 2011:

• Janeiro: 0,27%
• Fevereiro: 0,39%
• Março: 0,52%
• Abril: 0,48%
• Maio: 1,50%
• Junho: 0,60%
• Julho: 0,55%
• Agosto: 0,14%

O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 800,02 em julho para R$ 801,11 em agosto, dos quais R$ 443,06 são relativos a materiais e R$ 358,05 à mão-de-obra. A parcela dos materiais variou 0,05%, contra 0,23% em julho; já a mão de obra desacelerou de 0,95% em julho para -0,04% em agosto.

A região Sudeste, com alta de 0,20%, ficou com a maior taxa regional em agosto. A variação do custo da construção por região, em agosto, em relação a julho:

Sudeste: 0,20% (R$ 839,54 o metro quadrado, em média)
• Norte: 0,14% (R$ 800,93)
• Centro-Oeste: 0,11% (R$ 800,35)
• Sul: 0,10% (R$ 798,24)
• Nordeste: 0,08% (R$ 756,14)

Entre os estados, o Espírito Santo apresentou o maior índice do mês, 0,42%.

São 12 os estados com metro quadrado acima de 800 reais: Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Tocantins, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. E agora não há mais nenhum estado onde o metro quadrado custe menos de 700 reais. Em julho, o custo no Rio Grande do Norte era de R$ 699,89, e agora passou a R$ 701,64.

A lista de preços do metro quadrado por estado, do mais barato para o mais caro:

Rio Grande do Norte: R$ 701,64 (+0,25% em relação a julho)
• Espírito Santo: R$ 705,84 (+0,42%)
• Pernambuco: R$ 725,54 (+0,05%)
• Sergipe: R$ 728,17 (+0,10%)
• Amapá: R$ 733,90 (+0,07%)
• Piauí: R$ 737,00 (+0,05%)
• Ceará: R$ 745,56 (+0,15%)
• Minas Gerais: R$ 751,84 (+0,07%)
• Bahia: R$ 764,32 (0,00%)
• Pará: R$ 766,27 (+0,23%)
• Paraíba: R$ 767,43 (+0,10%)
• Goiás: R$ 770,15 (+0,03%)
• Rio Grande do Sul: R$ 772,23 (+0,18%)
Alagoas: R$ 773,12 (+0,15%)
• Santa Catarina: R$ 796,14 (+0,20%)
• Brasil: R$ 801,11 (+0,14%)
• Mato Grosso do Sul: R$ 801,42 (+0,12%)
• Tocantins: R$ 805,67 (+0,10%)
• Mato Grosso: R$ 805,89 (+0,07%)
• Maranhão: R$ 812,26 (+0,08%)
• Paraná: R$ 814,96 (+0,01%)
• Rondônia: R$ 824,83 (+0,13%)
• Distrito Federal: R$ 834,43 (+0,24%)
• Amazonas: R$ 844,95 (+0,02%)
• Roraima: R$ 851,93 (0,24%)
• Acre: R$ 874,21 (+0,10%)
São Paulo: R$ 879,15 (+0,32%)
Rio de Janeiro: R$ 899,06 (+0,02%)


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