terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Em janeiro, preço da cesta básica só cai em duas entre 17 capitais do país

Conjunto de gêneros essenciais ficou mais barato em Porto Alegre e Vitória, em relação a dezembro

6/2/2012 - 11:12 - Redação

Apenas duas das 17 capitais brasileiras onde o Dieese realiza todos os meses a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o conjunto de gêneros alimentícios essenciais ficou mais barato em janeiro: Porto Alegre e Vitória. Nas outras 15 os preços subiram, sendo eu em sete delas o aumento foi superior a 3%: Brasília, João Pessoa, Florianópolis, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba e Aracaju.

Apesar da elevação, a capital sergipana tem a cesta mais barata, e a única abaixo de 200 reais. Na outra ponta está São Paulo, “campeã" entre as localidades com as cestas mais caras. A diferença entre as cestas de Aracaju e da capital paulista, que era de R$ 95,05 em dezembro, passou para R$ 97,66 em janeiro.

O contraste entre o Nordeste e as demais regiões do país continua acentuado: a cesta mais cara entre as capitais nordestinas (Recife) custa cerca de 25 reais a menos que a cesta mais barata das outras regiões (Belém).

Na comparação anual (janeiro 2012 x janeiro 2011), a cesta só ficou mais barata em Natal (4,88%). Em janeiro do ano passado, a cesta básica na capital potiguar custava R$ 224,58.

Os preços da cesta em cada capital pesquisada em janeiro, da mais barata para a mais cara (em relação a dezembro e na variação anual):

Cidade

Valor

Variou

Anual

Aracaju

187,88

3,11%

2,80%

João Pessoa

212,18

3,90%

5,98%

Natal

213,63

0,60%

-4,88%

Salvador

214,21

2,58%

2,25%

Fortaleza

218,06

1,32%

0,74%

Recife

223,16

3,32%

8,94%

Belém

248,77

2,06%

8,85%

Goiânia

250,82

1,67%

3,82%

Curitiba

256,52

3,17%

8,16%

Manaus

258,52

1,07%

1,06%

Brasília

259,59

4,72%

1,54%

Belo Horizonte

268,07

1,54%

9,81%

Vitória

271,16

-1,54%

8,35%

Florianópolis

271,64

3,51%

10,16%

Rio de Janeiro

271,71

3,35%

7,72%

Porto Alegre

274,63

-0,81%

7,82%

São Paulo

285,54

2,98%

9,30%


Em janeiro, na média das 17 capitais, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo comprometeu 87h06min de trabalho para a aquisição da cesta básica, ou cerca de dez horas a menos que em dezembro (97h22min). Essa queda deve-se ao aumento do salário mínimo (R$ 545 em dezembro para R$ 622 em janeiro). Quando a relação é feita com o salário mínimo líquido – descontada a parcela da Previdência – o trabalhador que ganha o piso comprometeu 43,03% de seus vencimentos em janeiro, contra 48,11% em dezembro e 46,96% em janeiro de 2011.

Com base no custo mais alto apurado para a cesta, em São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser, em sete, janeiro, de R$ 2.398,82, ou 3,86 vezes o mínimo de R$ 622.


Em janeiro, preço da cesta básica só cai em duas entre 17 capitais do país

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