Biocombustíveis são motor para o desenvolvimento rural, avalia a FAO
Estudo em 12 países revela que bioenergia pode ajudar populações carentes
Redação
Um estudo da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) sugere que a produção de biocombustíveis pode ajudar populações rurais de países em desenvolvimento. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira em Roma, foi realizada em 12 países da África, da Ásia e da América do Sul, incluindo o Brasil.
Segundo a agência, não só os biocombustíveis líquidos, mas também sólidos, desenvolvem economias locais e combatem o aquecimento global.
O especialista do Departamento de Recursos Naturais da FAO, Oliver Dubois, contou à Rádio ONU, de Roma, como um simples fogão a lenha bem equipado pode fazer a diferença.
"Na realidade você pode melhorar a utilização do fogão a lenha, porque muitas populações rurais utilizam três pedras apenas. Então você perde muita energia e a eficiência é muito baixa e você respira essa fumaça, que é muito prejudicial à saúde. Então há muitas oportunidades para melhorar o sistema tradicional de utilização do forno a lenha", detalhou.
Etanol - A FAO também analisou a situação de 39 famílias moradoras do vilarejo Dom Orione, em Minas Gerais. No caso estudado, os agricultores são responsáveis por destilar a cana e o resultado da produção é depois comprado pela Gaia, uma entidade internacional que promove combustíveis ecologicamente corretos.
"O etanol brasileiro é neste sentido o campeão. Temos que dizer que, no que diz respeito a eficiência energética e gases de efeito estufa, até aqui não tem concorrência. É o único biocombustível líquido cujos custos de produção são mais baixos do que os custos de produção do petróleo. Todos os outros biocombustíveis necessitam incentivos fiscais ou subsídios para competir", disse Dubois.
A pesquisa da FAO foi realizada em parceria com o Departamento de Desenvolvimento Internacional da Grã-Bretanha.
Estudo em 12 países revela que bioenergia pode ajudar populações carentes
Redação
Um estudo da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) sugere que a produção de biocombustíveis pode ajudar populações rurais de países em desenvolvimento. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira em Roma, foi realizada em 12 países da África, da Ásia e da América do Sul, incluindo o Brasil.
Segundo a agência, não só os biocombustíveis líquidos, mas também sólidos, desenvolvem economias locais e combatem o aquecimento global.
O especialista do Departamento de Recursos Naturais da FAO, Oliver Dubois, contou à Rádio ONU, de Roma, como um simples fogão a lenha bem equipado pode fazer a diferença.
"Na realidade você pode melhorar a utilização do fogão a lenha, porque muitas populações rurais utilizam três pedras apenas. Então você perde muita energia e a eficiência é muito baixa e você respira essa fumaça, que é muito prejudicial à saúde. Então há muitas oportunidades para melhorar o sistema tradicional de utilização do forno a lenha", detalhou.
Etanol - A FAO também analisou a situação de 39 famílias moradoras do vilarejo Dom Orione, em Minas Gerais. No caso estudado, os agricultores são responsáveis por destilar a cana e o resultado da produção é depois comprado pela Gaia, uma entidade internacional que promove combustíveis ecologicamente corretos.
"O etanol brasileiro é neste sentido o campeão. Temos que dizer que, no que diz respeito a eficiência energética e gases de efeito estufa, até aqui não tem concorrência. É o único biocombustível líquido cujos custos de produção são mais baixos do que os custos de produção do petróleo. Todos os outros biocombustíveis necessitam incentivos fiscais ou subsídios para competir", disse Dubois.
A pesquisa da FAO foi realizada em parceria com o Departamento de Desenvolvimento Internacional da Grã-Bretanha.
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