Se conversações avançarem, o negócio pode superar US$ 1,5 bilhão
A compra das redes Via Brasil e da Aster foi apenas o início da pescaria. André Esteves está empenhado em fisgar um dos peixes mais graúdos entre as distribuidoras de combustíveis do país: a Shell.
Segundo informações filtradas junto à própria Banking Trading Group (BTG), Esteves estuda fazer uma oferta para comprar toda a rede de postos do grupo anglo-holandês no país. Um banco de investimentos do Rio de Janeiro o assessora na operação. Estima-se que o negócio supere a marca de US$ 1,5 bilhão. A Shell tem quase três mil pontos de venda no país.
Apenas para efeito de comparação, entre dívidas e desembolso direto, a Cosan pagou cerca de US$ 1 bilhão pelos 1,6 mil postos da Esso no Brasil.
Somando-se Via Brasil, Aster e os ativos da Shell, Esteves passará a ser dono de uma rede com cerca de 3,2 mil postos e um faturamento anual em torno de R$ 12 bilhões. Com 16% de market share, se tornará o terceiro maior distribuidor de combustíveis do país. Deixará para trás Cosan/Esso e AleSat/Repsol, sendo superado apenas por Petrobras e pelo Grupo Ultra.
A proposta de André Esteves pode ser o epílogo de uma crônica mais do que anunciada: a saída da Shell do mercado brasileiro de distribuição de combustíveis. Vez por outra, o presidente da empresa no país, Vasco Dias, vem a público negar a venda dos postos. Mas todos os caminhos apontam para a porta de saída. Nos últimos anos, a Shell reduziu drasticamente os investimentos em distribuição no país, o que provocou um encolhimento da sua rede.
Ao mesmo tempo, a companhia ficou em uma situação de fragilidade diante das recentes movimentações no setor – a venda dos postos Esso para a Cosan e, principalmente, a incorporação da Texaco pelo Ultra. Com 15% de market share, ficou ainda mais distante da vice-liderança do mercado, posição pertencente ao Ultra/ Texaco (23%).
Ressalte- se ainda que, aos poucos, a multinacional vem se desfazendo de sua rede de postos na América Latina. As operações no Paraguai, Uruguai e Colômbia foram vendidas para a própria Petrobras.
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