Cidade Biz - Economia, Marketing e Negócios - Para Fecomercio, taxa de juros de 8% no fim do ano geraria uma economia de R$ 14 bi: "Para Fecomercio, taxa de juros de 8% no fim do ano geraria uma economia de R$ 14 bi
Na opinião do presidente da entidade, é necessário alinhamento das políticas fiscais e monetárias
Redação
A queda de 3,25 pontos percentuais na taxa Selic – de 11,25% ao ano para 8% - até o final de 2009 resultaria numa economia de aproximadamente R$ 14 bilhões, segundo a Fecomercio. O presidente da entidade, Abram Szajman, defende que a medida é uma condição para que não se perca o equilíbrio fiscal, já que o governo anunciou recentemente a redução de 1,3 pontos porcentuais no superávit primário, hoje em 2,5% do PIB, o que equivale a R$ 36 bilhões a menos para o pagamento de juros da dívida.
“Quanto maior for a queda dos juros, menor a necessidade de superávit primário no país. O Copom deverá levar em consideração este cenário na reunião desta semana”, afirma. Para Szajman, nas atuais circunstâncias, o superávit primário não poderá ter uma queda muito abrupta para não interromper a trajetória de queda da dívida pública e PIB, o que deterioraria o estado de confiança e o ambiente macroeconômico.
Para o dirigente, a desaceleração prevista dos investimentos devido à crise financeira só poderá ser freada com o alinhamento das políticas fiscais e monetárias. “Uma política fiscal anticíclica como tem sido feita pelos principais países desenvolvidos requer pacotes fiscais distintos que incluem a redução de impostos, aumento de investimentos públicos, assim como ajudas diretas a empresas e setores produtivos que enfrentam maiores dificuldades”, avalia.
Ele diz que para colocar uma política fiscal anticíclica em prática é preciso mudar o atual ajuste fiscal, priorizando investimentos em infra-estrutura (fortes indutores dos investimentos privados) em detrimento dos gastos correntes (custeio e pessoal), além de ousar mais na política monetária. “Naturalmente, a coordenação de política fiscal e monetária neste momento é imprescindível para a retomada do crescimento econômico e do emprego”."
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