quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cidade Biz - Economia, Marketing e Negócios - Para economista, cenário será de volatilidade cambial nos próximos meses

"Para economista, cenário será de volatilidade cambial nos próximos meses

Tendência relaciona-se com a dinâmica da dívida pública nos países desenvolvidos

Redação

A volatilidade do câmbio deverá se intensificar nos próximos meses, na opinião de Frederico Turolla, sócio da Pezco – Pesquisa e Consultoria. A tendência está relacionada à dinâmica da dívida pública dos países desenvolvidos, avalia o economista.

“Daqui para a frente, vem mais volatilidade cambial porque, para lidar com a crise, foram usados remédios que têm efeitos colaterais e estão basicamente ligados à questão fiscal dos países desenvolvidos. Isso faz com que governos vão agora ao mercados financeiro buscar recursos. Essa é a preocupação”, disse Turolla, que participou nesta terça-feira do comitê de Finanças da Amcham-São Paulo.

Dessa forma, as empresas deverão olhar com mais cuidado suas estratégias de proteção frente às oscilações da moeda. “Devemos verificar no curto prazo movimentos favoráveis ao real e, no médio prazo, movimentos mais desfavoráveis”, comentou. De acordo com a projeção do economista, entre o terceiro e o quarto trimestres, o dólar poderá atingir o patamar de R$ 2,40.

Gestão dos riscos - Márcio Magalhães, diretor de Advisory da PricewaterhouseCoopers, destaca que, para lidar com as variações cambiais, as empresas devem fazer primeiramente o mapeamento das fontes de risco – por exemplo, checar a parcela das vendas e os insumos atrelados à moeda americana. “Deve-se fazer o levantamento em toda a cadeia operacional”, comentou.

O segundo passo é definir o apetite para risco que as companhias estão dispostas a enfrentar, isto é, o limite de perda aceitável, que não seja prejudicial aos negóscios. A partir daí, de acordo com o consultor, é possível desenvolver políticas de proteção.

Magalhães recomenda que o uso de derivativos seja feito com cautela, observando as reais necessidades da empresa. “Os derivativos podem ser o remédio ou o veneno. Eles devem ser usados na dose certa”, disse.

O consultou lembrou ainda que as empresas que perderam grandes volumes de recursos com derivativos na crise não se ativeram à proteção, ao hedge, e estavam utilizando a ferramenta para alavancar suas aplicações. Isto significa que apostaram em derivativos muito mais do que seria necessário para fazer a proteção das operações.

Com Agência Amcham"

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