da Folha Online
da Efe, em Genebra
Cerca de 2 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho, segundo estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgado nesta terça-feira.
'Cerca de um milhão de trabalhadores são vítimas de acidentes no trabalho e outros 5.500 morrem diariamente em consequências desses fatos ou por doenças', mostra a pesquisa, publicada por ocasião do Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho.
Segundo a entidade, em termos econômicos, são perdidos em torno de 4% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial devido aos custos diretos e indiretos relacionados a acidentes. O estudo leva em conta como custo direto e indireto perda de tempo de trabalho, indenizações aos trabalhadores afetados, interrupção da produção e despesas médicas.
A OIT aponta que o número de pessoas mortas por acidentes ou doenças no local de trabalho pode aumentar devido ao desemprego causado pela crise econômica.
Estimativa da organização é de que 50 milhões de pessoas fiquem desempregadas no mundo todo durante este ano. A entidade diz que existe um risco de recessão prolongada no mercado do trabalho por causa da crise e poderá se prolongar durante quatro ou cinco anos depois da recuperação econômica.
Soma-se a isso a queda no gasto do governo com programas de prevenção e inspeção de trabalhos degradantes.
'A queda no gasto público com saúde comprometerá a capacidade de inspetores do trabalho e de outros órgãos de serviços de saúde. Com isso, condições de trabalho precárias vão aumentar, elevando o risco de doenças e acidentes laborais', afirmou a médica Sameera al Tuwaijri, diretora do programa SafeWork (trabalho seguro, em inglês).
'Temos que ser particularmente vigilantes para garantir que estratégias de recuperação econômica não sigam o caminho da degradação da vida humana e arrisque a segurança no trabalho', afirmou o diretor-geral da OIT, Juan Somavia.
'Trabalho sem segurança é uma tragédia', disse. 'Muitos desses casos que atingem milhões de trabalhadores todos os anos permanecem desconhecidos da maioria, não ganham manchetes nos jornais. Muito poderia ser prevenido.'"
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