terça-feira, 28 de abril de 2009

Cidade Biz - Economia, Marketing e Negócios - População de 25 países reduz gastos com vestuário, calçados e acessórios

Cortes são menores entre os consumidores brasileiros, com exceção da telefonia celular

Redação

Devido à crise econômica, 52% da população de 25 países já reduziu gastos com vestuário, calçados e acessórios, 48% já deixou de comprar móveis e eletrodomésticos e o mesmo percentual diminuiu as despesas com restaurantes e cinema, entre outros itens de entretenimento.

Estes são alguns resultados da pesquisa “A Crise no Mundo”, realizada pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede global de pesquisas WIN - Worldwide Independent Network of Market Research.

Em sua segunda edição (a primeira foi realizada em novembro e dezembro de 2008), o estudo revela a percepção da população mundial em relação à crise econômica. Foram ouvidas 20.325 pessoas em 25 países, entre fevereiro e março, sobre o futuro de seu país e de sua renda, sobre confiança nas instituições e sobre consumo de bens e serviços.

Os países estudados foram Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, Catar, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Islândia, Itália, Japão, Kuait, Líbano, México, Reino Unido, Rússia e Suíça.

Os resultados mostram que os brasileiros seguem a tendência mundial de redução de custos priorizando vestuário, móveis e eletrodomésticos, porém com menor parcela da população fazendo cortes. O destaque fica por conta da telefonia celular, pois 37% dos brasileiros declaram já ter reduzido gastos com esse item, contra 32% da média mundial.

Setores pesquisados e o percentual de brasileiros que já reduziram gastos. Os percentuais entre parênteses indicam o resultado geral dos consumidores dos 25 países pesquisados:

• Vestuário/calçados/acessórios: 45% (52%)
• Compras maiores para casa (móveis, eletrodomésticos etc: 45% (48%)
• Itens de entretenimento como restaurantes, cinema etc: 35% (48%)
• Férias/viagens: 37% (46%)
• Mantimentos (de alimentos a produtos de limpza): 38% (42%)
• Melhorias/reformas na casa: 31% (39%)
• Telefonia celular: 37% (32%)
• Transporte ou deslocamento para o trabalho: 27% (31%)
• Internet em casa: 12% (14%)
• TV por assinatura: 10% (14%)

México, Argentina e França realizaram cortes em todos os produtos pesquisados. Os mexicanos, por exemplo, são os que mais cortaram gastos com mantimentos (74%), vestuário (73%), telefonia celular (57%), reformas na casa (57%), TV por assinatura (31%) e internet residencial (26%).

EUA, Islândia e Japão também cortaram em todos os produtos, porém menos em tecnologia, como internet, TV por assinatura e celular. As regiões com pequena parcela da população realizando cortes em todos (ou quase todos) produtos avaliados são Suíça e Oriente Médio.

Futuro do país

A situação econômica do país irá piorar nos próximos três meses na opinião de 49% da população mundial. A tendência observada na pesquisa divulgada em janeiro mantém-se nesta segunda edição, ou seja, países mais ricos e desenvolvidos, com destaque para Europa, Japão e Canadá, são mais pessimistas, com mais da metade da população acreditando na piora do cenário.

Já o Brasil se consolida com um dos países mais otimistas: 46% acreditam que a situação do país ficará inalterada, 35% declaram que irá melhorar e apenas 14% acreditam que irá piorar. Da primeira para a segunda edição da pesquisa é possível notar retração no otimismo entre os moradores da região Sul (23% declaram que a situação do país irá melhorar contra 34% em dezembro) e na população das classes DE (42% nesta onda contra 47% na primeira onda)."

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