terça-feira, 19 de maio de 2009

Indústria debate importância da inovação na engenharia brasileira

Em países desenvolvidos, responsáveis por patentes são pesquisadores que atuam no setor produtivo. Segundo presidente do CNPq, "inovação é feita nas empresas e não na universidade"

O Brasil retomou o caminho de elevação de superávit da exportação, porém a nossa pauta é composta, em grande medida, por produtos primários. Enquanto isso, os produtos industrializados representam até 90% da pauta de exportação da China e 70% da Índia. No Brasil, o índice é de aproximadamente 30%. Segundo ele, os índices são preocupantes na medida em que se verifica que a elevação da exportação de bens industrializados está intimamente ligada à tecnologia.

A afirmação foi do superintendente corporativo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Antonio Carlos Brito Maciel, na abertura da reunião plenária do programa Inova Engenharia, da CNI, realizada nesta quarta-feira, 13 de maio, em Brasília, com a presença de representantes do governo, empresários, líderes educacionais e pesquisadores para debater o futuro da engenharia no país.

Para o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), Marco Antonio Zago, o encontro reflete os componentes fundamentais para promover a modificação necessária na atual condição do país. "Nos países desenvolvidos, quem produz patentes são cientistas, engenheiros e tecnólogos que atuam no setor produtivo. No Brasil, grande parte desses profissionais está nas universidades e institutos de pesquisa. É preciso então que o setor produtivo ofereça oportunidades para esses profissionais promoverem a inovação, que é feita nas empresas e não na universidade".

Segundo ele, é necessário introduzir alterações nos setores educacional, produtivo e profissional. "Comemoramos o aumento da produção científica brasileira, mas quando olhamos o perfil dessa produção, verificamos que há uma grande diferença em relação aos países de crescimento acelerado, como a China e Coréia. Nesses países as engenharias aparecem em primeiro lugar. No Brasil, apenas em quinto lugar".

O presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Tulio Melo, acredita que o grande desafio do setor produtivo brasileiro é implantar a cultura da inovação. "O empresariado brasileiro ainda não acordou para a importância da absorção dessa mão-de-obra altamente especializada como estratégia para o desenvolvimento e competitividade a nível internacional".



(Fonte: Agência CNI - 13/05/2009)

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