terça-feira, 17 de novembro de 2009

Emergentes precisam dobrar a produção de alimentos até 2050, alerta a FAO

Diretor da entidade diz que a meta exige US$ 44 bilhões em infraestrutura e tecnologias


Durante a abertura da Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, em Roma, o diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, Jacques Diouf, lembrou que a produção mundial de alimentos precisa crescer 70% até 2050 para atender às futuras demandas da população. Mas destacou que entre os países emergentes o desafio é maior: "nesses países é preciso dobrar essa produção para atender a demanda".

Diouf destacou que para eliminar a fome no mundo é preciso investir US$ 44 bilhões em infraestrutura e tecnologias para aumentar a produção agrícola. Ele afirmou que essa é uma "pequena quantia" comparada aos recursos aplicados no setor em países como os Estados Unidos.

"Espero que a gente possa contar com os líderes e presidentes presentes para ajudar no problema em cada um dos países", disse Diouf. Cerca de 60 líderes de governo participam da reunião. Os chefes das principais economias mundiais, como EUA, França e Inglaterra não compareceram. Entre os representantes do G8, apenas o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, anfitrião do evento, participa da cúpula.

Apesar do cenário negativo, com o crescimento do número de pessoas afetadas pela fome no mundo – que já passa de um bilhão –, Diouf destacou que países da América Latina e da Ásia têm conseguido reduzir o percentual de pessoas subnutridas em seus territórios. "Isso significa que sabemos o que é necessário fazer para derrotar a fome. Essas pessoas [que passam fome] estão esperando vontade política e financiamento para isso acontecer."

Viçosa

Foi assinado neste domingo um acordo entrre a FAO e a Universidade Federal de Viçosa (MG) para o desenvolvimento de programas agrícolas na América Latina e na África.

A parceria, segundo a Rádio ONU, prevê apoio especializado da universidade em programas e projetos técnicos da FAO, com foco principalmente em produção sustentável da agricultura e segurança alimentar.

A universidade também facilitará o acesso de estudantes de países em desenvolvimento para capacitação e programas de recursos humanos.

Fonte : Cidade Biz

Nenhum comentário: