segunda-feira, 8 de março de 2010

Preço da cesta básica sobe em 16 entre 17 capitais do país em fevereiro

Principal alta foi em Recife, mas Porto Alegre tem a cesta mais cara; única queda foi em Goiânia

Redação

Em fevereiro, dezesseis capitais brasileiras tiveram alta no custo dos gêneros alimentícios essenciais, entre as 17 onde o Dieese realiza todos os meses a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. O cenário é bem pior que o de janeiro, quando "apenas" dez capitais tiveram aumento da cesta.

As principais altas ocorreram em Recife, Salvador, Belo Horizonte e João Pessoa. A única baixa foi registrada em Goiânia, que marcou deflação de 4,55%.

Os preços da cesta em cada capital pesquisada, em fevereiro, da mais barata para a mais cara (os percentuais entre parênteses indicam as variações em relação a janeiro):

• Aracaju: R$ 169,57 (0,26%)
• Fortaleza: R$ 176,89 (0,59%)
• João Pessoa: R$ 179,28 (4,25%)
• Recife: R$ 184,08 (6,84%)
• Natal: R$ 186,72 (0,36%)
• Goiânia: R$ 193,50 (3,63%)
• Salvador: R$ 198,24 (6,71%)
Belém: R$ 204,93 (0,15%)
Curitiba: R$ 215,61 (1,71%)
• Belo Horizonte: R$ 216,51 (5,26%)
Brasília: R$ 216,89 (1,13%)
• Florianópolis: R$ 217,59 (2,04%)
Rio de Janeiro: R$ 221,80 (3,76%)
• Manaus: R$ 223,90 (3,40%)
• Vitória: R$ 224,74 (3,47%)
• São Paulo: R$ 229,64 (2,05%)
• Porto Alegre: R$ 238,46 (0,81%)

Em fevereiro, na média das 17 capitais, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 88h52min para adquirir a cesta básica, mais que em janeiro (86h48min).

Com base no custo mais alto apurado para a cesta, em Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser, em fevereiro, de R$ 2.003,30, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 510.

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