segunda-feira, 14 de março de 2011

US$ 8,32 é o salário-hora na indústria aqui. Na China, US$ 1,36; Índia, US$ 1,17. Como competir?

US$ 8,32 é o salário-hora na indústria aqui. Na China, US$ 1,36; Índia, US$ 1,17. Como competir?: "A questão cambial está de volta. O Ministério da Fazenda criou a expectativa de que poderá adotar novas ações contra a valorização do real, aliando-se às apreensões do Ministério do Desenvolvimento com as crescentes importações industriais, sobretudo da China.

Câmbio é uma medida relacionada com a perda de competitividade da produção industrial, e tem a ver não apenas com os fatores mais costumeiramente arguidos como causa da apreciação do real, como os juros e a carga tributária muito acima das vigentes em países que competem diretamente com a produção nacional, além da precariedade e custos altos da infraestrutura de transportes e energia.

Não é barato produzir no Brasil comparado ao custo de produção em países como a China, Índia e outros asiáticos, os vilões imediatos do deslocamento da produção brasileira aqui e em mercados onde até há pouco reinava o selo “Made in Brazil”, como a Argentina. É uma situação que dificilmente será revertida apenas com câmbio amigo.

A pesquisa anual do Bureau of Labor Statistics, órgão de pesquisa do Departamento de Trabalho dos EUA, sobre o custo horário da mão-de-obra na indústria, incluindo encargos sociais, nas 34 maiores economias do mundo, mais China e Índia (ambas tratadas à parte por questões metodológicas), desfaz quaisquer ilusões.

O custo-hora do trabalho na indústria brasileira em 2009, último ano com informações disponíveis em nível global, foi de US$ 8,32, ou R$ 16,64 em reais, representando a 30ª posição neste ranking de 34 países, liderado pela Noruega, com custo-hora de US$ 53,89.

Entre as potências industriais da velha ordem da economia global, o custo-hora do salário na indústria foi de US$ 46,52 na Alemanha, US$ 33,53 nos EUA e US$ 30,36 no Japão. Abaixo do Brasil vem outro vilão do custo industrial baixo, Taiwan, com US$ 7,76, seguido de Polônia, US$ 7,50, México, US$ 5,38 e Filipinas, US$ 1,50.

Ok, mas qual seria esse custo na China, ou na Índia, que lhe vem logo atrás, diminuindo a vantagem a cada ano? O estudo do BLS faz algumas ressalvas. As estatísticas da China sobre o emprego e os salários na indústria “não seguem padrões internacionais e podem ser de difícil compreensão”. Já na Índia, o emprego informal, que o BLS não considera, representa cerca de 80% da mão-de-obra total empregada pela indústria, o que subestima o salário efetivo.

Feita a ressalva, sente-se confortavelmente e leia: o custo-hora do salário nas indústrias chinesas é de apenas US$ 1,36 (dado de 2008). Como competir assim, ministro Fernando Pimentel? E quanto o real deveria ser desvalorizado, ministro Guido Mantega?

O cafezinho vale mais

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